Archive for September 15th, 2006

by felipao
on Sep 15th, 2006

Vida Real Juntos Parte II

Comentei uns dias atrás sobre um tema que estava estudando e me preparando para ensinar. Acho que minha preparação não saiu tão bem como esperava. Mesmo assim, segue um resumo revisado (melhorado) do assunto.

VIDA REAL JUNTOS

Chegamos (Felipão e a esposa do Felipão) nos EUA no dia 31 de Julho de 2001. Nosso objetivo era estudar, aprimorar nossos conhecimentos, nossas habilidades, para então, um dia, voltar ao Brasil e contribuir ao povo e sociedade brasileira.

Nossos primeiros meses aqui nos EUA me ajudaram a entender melhor uma necessidade humana que cada um de nós tem: pertencer a um grupo de pessoas, e ter relacionamentos onde podemos ser autênticos, sem necessáriamente ficar estagnado nisso. A barreira cultural foi uma muralha forte que, por pelo menos 6 meses, nos lançou numa ilha isolada, mesmo com centenas de pessoas ao nosso redor.

Não vou entrar nos detalhes desta experiência porque quero levantar o assunto de forma resumida, desafiando você, leitor, a pensar e explorar.

O ponto chave é este: o ser humano foi criado para viver em comunidade com outros (e com Deus). Somos pessoas melhores quando temos pessoas ao nosso redor que nos amam, nos aceitam, e querem nosso melhor. Somos mais inteligentes e eficientes quando trabalhamos em equipe. E conseguimos alcançar feitos muito maiores quando temos pessoas ao nosso redor que complimentam nossas debilidades.
Quando experimentamos coisas boas ou ruins e não podemos compartilhar com outros, estas experiências diminuem bastante em valor. Ou como você se sentiria se pudesse conhecer o Ronaldinho Gaúcho e passar uma semana com ele, mas nunca pudesse contar isso para alguém depois?

Cada um de nós passa por altos e baixos na vida. A vida é como uma montanha russa. E como numa montanha russa, a “viagem” é bem melhor quando estamos em companhia.
Todos conhecem as famosas palavras de Deus, ditas logo depois de criar o primeiro ser humano: “Não é bom que o homem esteja só”. Enquanto que estas palavras são usadas geralmente nas cerimônias de casamento, o princípio é válido para o ser humano em geral. Ninguém de nós pode escapar desta verdade.

Este princípio é tão importante que Deus deixou muitos ensinamentos na Bíblia para nós sobre viver em comunidade. Um dos maiores exemplos é o grupo de pessoas ao redor de Jesus. Interessante que este grupo atraído por ele, que o seguia e buscava, era na verdade muito, muito diferente de Jesus. Ele tinha muito mais em comum com os líderes religiosos em Jerusalém e em Israel do que com o povo com qual passou a maioria do seu tempo. E justamente por isso que estes líderes religiosos perguntavam para Jesus sobre o motivo dele passar tempo com esta gente cheia de defeitos ou de má reputação (bêbados, prostitutas, corruptos, festeiros,…).

E é neste paradoxo que podemos ver novamente o princípio da comunhão que Deus criou. As pessoas, apesar de serem muito diferentes de Jesus, se sentiam atraídas a ele. Por quê? Porque ele não rejeitava ninguém. Porque ele enxergava o potencial nelas. Porque sendo pessoas cheias de defeitos, com Jesus elas sentiam dignidade, valor, e o desejo de buscar e viver por algo melhor. Jesus facilitou a criação de uma comunidade onde as pessoas podiam aprender, crescer, amadurecer de uma maneira holística (completa), e não só espiritual, ou intelectualmente ou em termos de relacionamentos. Nesta comunidade, cada pessoa tinha a chance de ser quem ela era, e de tornar-se quem elas poderiam ser aos olhos de Deus.

Poderia escrever mais sobre esta maravilha da comunidade ao redor de Jesus, mas acredito que você já conseguiu criar uma imagem em sua mente. Quem sabe você até está tentando imaginar como você se encaixaria no meio desta gente naqueles tempos. Tenho grande certeza de que você e eu nos sentiríamos mais atraídos por Jesus do que pelos líderes religiosos daqueles dias. Mas o engraçado é que, nos dias de hoje, não é muito diferente. Não posso falar por você, mas eu me sinto muito mais atraído pelo Jesus da Biblia do que pelos líderes religiosos das muitas igrejas no Brasil.

É uma pena que o os princípios de Deus, que são muitas vezes tão fáceis de serem reconhecidos, são implementados ou vividos de maneira tão pobre.

O que necessitamos mais do que nunca são comunidades de pessoas que seguem Jesus e os ensinamentos da Biblia, sem a bagagem extra da religiosidade, das segundas intenções e do legalismo (excesso de regras sem fundamento).
O bom é que existem estes grupos. Eles são difíceis de serem encontrados (dica, não podem ser encontradas nos canais de TV). Estas igrejas, comunidades, grupos, ou seja qual for o nome deles são caracterizadas pelo compromisso de amar a Deus e às pessoas incondicionalmente, (tanto as pessoas que são como nós como as que são diferente de nós!). E são nestes grupos que você e eu nos desenvolvemos como pessoas de uma maneira sadia, alcançando nosso potencial como criaturas, e filhos e filhas de Deus.

Não cometa o erro de querer andar de montanha russa sozinho. É perigoso viver sozinho ou apenas com relacionamentos superficiais. Não fomos criados para isto. Este tipo de vida não é para você, nem para mim. Busque encontrar e viver a vida real juntos.

by felipao
on Sep 15th, 2006

O que nos dizem Johan e Cia.?

Nossa reunião viva-voz por skype nesta terça-feira durou aproximadamente 30 minutos. O objetivo principal foi avaliar e entender a situação do novo sistema de pagamento BPag.

No site MZ, o usuário brasileiro tem várias opções de pagamento, inclusive pelo BPag. O depósito via conta Bradesco é o mais rápido porque o sistema BPag funciona pelo Bradesco. O depósito por boleto é o mais lento. Vamos olhar os passos do processamento do boleto:

  1. O usuário escolhe a opção do boleto e imprime o mesmo.
  2. Se o boleto gerado não for usado num depósito, ou se houver um erro na hora da impressão, esta transação será cancelada automaticamente dentro de alguns dias.
  3. O passo normal seguinte é do usuário levar seu boleto e pagá-lo num banco ou numa agência que aceita pagamentos de boletos bancários.
  4. O dinheiro depositado vai para uma conta central do MZ Brasil.
  5. Uma pessoa precisa coletar regularmente os dados dos depósitos dos boletos (via acesso desta conta), e então copiar e colar os dados para então enviá-los para o BPag (boldcron).
  6. A empresa BPag tem pessoas que então adicionam manualmente estes valores nas contas dos usuários brasileiros.

Ao entender este processo, tanto o Johan como o Sten estavam bastante assustados pelo fato de exigir 2 passos dependentes de seres humanos (passo 5 pelo auxiliar do MZ no Brasil, e passo 6 pela boldcron). Um comentário que surgiu foi: “Estamos em pleno século 21, fazer este trabalho do jeito que está sendo feito não é somente ultrapassado, é também contraproducente.”
Fato é que, se demorar para processar o passo 5, o passo 6 fica pendurado no ar e depois sobrecarregado ao receber os dados. De fato, isto aconteceu na primeira semana de Setembro, quando ainda não existía acesso à conta bancária por internet para passar os dados para o passo 6.

Dona Crewsa não estava contente com isto, mas aparentemente a BPag está trabalhando na implementação de um sistema automatizado (puxa, tá na hora né!).

Fato é que o MZ no Brasil já utilizou 2 tipos de sistemas de pagamento, e este é o terceiro. Nenhum atendeu satisfatoriamente a todas as necessidades do usuário brasileiro e da Crew. Na visita ao Brasil, o presidente e vice do MZ irão avaliar uma 4a opção. Esta talvez poderia centralizar todo processamento de finanças em termos de América do Sul.

Sobre o funcionamento do MZ no Brasil, ficou claro que surgiu, nos últimos meses, um mal entendido. O parceiro do MZ brasileiro, apesar de registrar a empresa (CNPJ) no Brasil, não é uma entidade própria, e sim, apenas um braço auxiliar. A empresa existe apenas para cumprir com as leis brasileiras, permitindo o movimento de dinheiro, parcerias mais fáceis com empresas nacionais, e outras coisas. Os comandantes do MZ foram, são e continuarão sendo os desenvolvedores suecos do game. É desta maneira que funciona em todos países (com pequenas adaptações em pouquíssimos países, como na China). E os assistentes brasileiros prestam contas à Crew, e não ao braço auxiliar brasileiro. Apesar de que nos últimos meses o corpo de assistentes começou a funcionar debaixo deste mal entendido, esperamos que agora tudo tenha ficado esclarecido.

Para não envolver desnecessariamente o braço auxiliar brasileiro da Crew, e para deixar mais claro que quem está no comando é o Johan e Cia., esta nova pessoa ajudando no Brasil trabalhará mais afastada dos assistentes, e apenas entrará no quadro para auxiliar numa situação nacional que a Crew ou os GAs não saibam o que fazer.

Com isto, a Crew também deseja que este auxiliar dê mais atenção para a área de marketing e parcerias nacionais. Pessoalmente acredito que, por ser uma pessoa ligada à departamentos de marketing de emissoras de TV, estamos ganhando uma grande rede de contatos e novas possibilidades para o game no Brasil.

Na última semana de Setembro e no início de Outubro, os dois chefões do MZ estarão visitando vários países sulamericanos. Nesta viagem, também terão a oportunidade de verificar os processos do sistema brasileiro para buscar melhorias e solidificar o que funciona bem. Haverá também uma reunião interessante com a empresa do nosso amigo e dirigente do Choveu na Horta, para explorar as possibilidades de finalmente entrar no mercado nacional de celulares.

Uma nota final. O MZ sempre foi e sempre será “user-driven”, ou seja, os usuários tem um forte dizer e uma grande influência sobre o rumo do game. E sugestões para melhorias, tanto de funções no game como de funcionamento no Brasil, sempre serão bem-vindas pelos chefões. Obviamente o usuário precisa seguir os canais de comunicação do game para apresentar estas idéias ou sugestões. Não tem como a Crew atender todos usuários diretamente.